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Manejo alimentar de vacas no pré-parto.

Manejo alimentar de vacas no pré-parto.

01/08/2014



Prezados Associados,

O manejo alimentar nos dois últimos meses do período gestacional é tão importante quanto o das outras fases de uma vaca de produção. Este período é chamado de pré-parto ou período seco. É de extrema importância para a regeneração da glândula mamária, focando o potencial máximo da produção de leite. Durante esse período de transição que a matriz deve se alimentar de tal maneira que assegure o mínimo de estresse possível, já que ocorrem muitas alterações metabólicas que, quando não bem coordenadas, podem acarretar aumento na incidência de problemas, tais como mastite, hipocalcemia, cetose, retenção de placenta, deslocamento de abomaso, etc.

É nesta fase que ocorre uma diminuição no consumo de alimento, e um aumento na demanda por nutrientes, pois 80% do crescimento do feto e da placenta ocorrem no terço final da gestação, representando cerca de 500g/dia de ganho de peso da matriz. Uma forma prática de observar o manejo nutricional é através da visualização do escore corporal, podendo ser classificado por meio de notas, onde o escore 1 significa que a vaca está muito magra e não possuirá reserva suficiente para suportar todo período de lactação, e 5 muito gorda (Figura 1), o animal tende a consumir menos alimento no pós-parto, precisando mobilizar mais reserva corporal, aumentando a chance de problemas metabólicos, sendo o escore ideal para o parto de 3,5.



FIGURA 1 – Classificação visual do escore corporal
Fonte: IEPEC – Instituto de Estudos Pecuários


Para garantir o escore adequado e evitar complicações pré e pós-parto, utilizam-se estratégias no manejo alimentar, tais como, estimular o consumo de alimento de qualidade, enchendo o rúmen, evitando a ocorrência de deslocamento de abomaso, reduzir os níveis de cálcio e sal comum nos últimos 20 a 30 dias antes do parto para evitar a febre do leite, fornecer forragem de boa qualidade com baixos teores de potássio, diminuindo o risco de hipocalcemia, retenção de placenta e mastite. Caso não haja forragem com baixo teor de potássio, fornecer sal aniônico na dieta. Recomenda-se também o aumento no fornecimento de concentrado para 0,5 a 1,0% do peso vivo/ vaca/dia para melhor adaptação dos microorganismos do rúmen para o período pós-parto.

Para que a matriz alcance seu potencial máximo na produção de leite, é imprescindível que a mesma passe por um manejo adequado durante o pré-parto, evitando problemas que possam prejudicar a vida produtiva e reprodutiva do animal.


Antônio Luiz de Andrade Filho
Zootecnista – ABCGIL



Foto: Carlos Lopes


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