Certificado de Produção

A ABCGIL lançou um instrumento que vai revolucionar o comércio de gir leiteiro no país. A partir de agora, os usuários, ou seja, aqueles que utilizam a genética do gir leiteiro em seus rebanhos, poderão adquirir reprodutores vivos, sêmen e embriões com a garantia de que estão levando para casa o potencial produtivo e econômico da raça. Já está no mercado o Certificado de Produção, um documento que atesta o desempenho dos animais, seja no balde, seja nas pistas ou no potencial reprodutivo.



O certificado foi apresentado pela primeira vez ao público durante a Exposição Internacional de Gado Zebu – ExpoZebu/2003, realizada em maio em Uberaba(MG). O documento passa a ser usado na prática, a partir da 5ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro, realizada durante a Expomilk, que será promovida de 27 de outubro a 1º de novembro em São Paulo(SP).



O usuário ao exigir do vendedor este documento estará obtendo a garantia das qualificações técnicas do animal em questão, certificada pela ABCGIL e Embrapa, que são as responsáveis pelas contidas no certificado.



Como funciona – Antes de comprar animais vivos ou material genético de raças leiteiras, o produtor deve avaliar pelo menos dois aspectos importantes. Um deles se refere à capacidade reprodutiva. Ou seja, uma boa vaca leiteira deve dar um filho por ano para garantir lactação. Os técnicos recomendam que aqueles exemplares que não se encaixarem nessa condição, devem ser descartados.



Outro aspecto que deve ser avaliado na hora da compra é o da produção. As vacas que mais interessam ao concorrido — e ainda mal remunerado— mercado do leite no Brasil são aquelas que vão garantir leite em abundância, durante todo o período de lactação.



O certificado de produção lançado pela ABCGIL tem como garantir esses dois aspectos. Através dele, o comprador conhece todo o histórico e o desempenho da vaca, desde o nome dos pais, a produção leiteira (do animal certificado e também a da mãe), e ainda os resultados obtidos em pistas de julgamento em exposições.



Na prática, poderão candidatar-se ao certificado de produção as vacas com lactação superior a 2.500 quilos de leite (em 365 dias) ou 2.100 quilos (em 305 dias).


Para os machos – O certificado de produção será também emitido para os touros. O comprador terá em mãos os resultados de testes que poderão apontar o desempenho das filhas de um touro certificado. Hoje, no programa de melhoramento genético do gir leiteiro é possível dimensionar, com cálculos científicos, a capacidade prevista de transmissão genética de um reprodutor. É o que se chama, na prática, de calcular o PTA de um animal.



O touro cujo PTA é positivo para a produção de leite terá garantido o documento.


Para entender melhor, o PTA funciona assim. Depois de testes de avaliação, os cálculos apontaram, por exemplo, um PTA + 200 quilos de leite para um touro. Isso significa que se pode esperar desse touro uma capacidade de transmitir às filhas um potencial de produzir 200 kg de leite a mais do que um touro com PTA 0 kg por exemplo.
Para bezerros – O certificado também será emitido para bezerros, contendo informações sobre a genealogia e a produção de pais e avós. O documento poderá ser emitido logo após o nascimento.



Um selo de qualidade para os “top de linha”



Além do certificado de produção, que atesta o desempenho do gir leiteiro, a ABCGIL introduz também outra ferramenta para destacar a qualidade de animais de excelência da raça. Trata-se de um selo de qualidade que será afixado no certificado de produção dos animais classificados entre os melhores da raça.



O selo, que recebeu o aval da Embrapa, premiará os Certificados de Produção dos animais que tenham as qualificações abaixo:


· Fêmeas:


- produção oficial de 3.800 kg de leite na 1ª lactação ou 5.000 kg de leite a partir da 2ª lactação;


- mãe e avós com produção oficial mínima de 2.500 kg de leite em 365 dias ou 2.100 kg de leite em 305 dias de lactação;


- não ser descendente de touros com avaliação negativa para produção de leite, de acordo com o Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro;


- estar entre os 20% maiores valores genéticos do rebanho de animais vivos do criador na avaliação da Embrapa-CNPGL.


· Machos:


- estar entre os 20% melhores touros avaliados pelo Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro Embrapa/ABCGIL.


Ao criar o selo, a ABCGIL teve a certeza de que os selecionadores de gir leiteiro serão estimulados a investir mais no controle leiteiro oficial do rebanho, para ter na ponta do lápis a aferição do desempenho dos animais no balde e nas pistas de julgamento.









 

 

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