Desempenho19/9/2007
Atualmente, o Gir Leiteiro passa por um período de acelerado desenvolvimento. A pecuária leiteira de países tropicais necessita de opções que permitam uma exploração mais eficiente dentro de suas realidades econômica e ambiental.
O Gir Leiteiro preenche, plenamente, esta lacuna. O interesse por animais ou sêmen da raça vem em crescente expansão, não só no Brasil, como em outros países tropicais. Uma prova disto foi a marca de 662.981 doses de sêmen vendidas no ano de 2005. Por outro lado, o Gir Leiteiro mostra-se como a raça preferencialmente utilizada em cruzamento com gado leiteiro europeu, contribuindo com leite, rusticidade, vigor e docilidade, características fundamentais para a produção econômica de leite.
Todos os anos são divulgados resultados de avaliações genéticas pelo Teste de Progênie, realizado pela parceria EMBRAPA/ABCGIL e apoio da ABCZ. Assim, são oferecidas novas opções ao mercado, em termos de reprodutores comprovadamente melhoradores para leite. Até o ano de 2007 já foram testados 161 touros, dos quais 87 tiveram avaliação positiva para leite. É a primeira raça leiteira brasileira e zebu do mundo com Touros Provados pela Progênie, avaliando a produção de leite, gordura e as características de conformação e manejo para o cálculo da Capacidade Prevista de Transmissão (PTA). Existem mais 130 touros em processo de avaliação, com resultados a serem liberados a partir de
A produção média do Gir Leiteiro (3.777 kg/305 dias) corresponde a mais de três vezes a média nacional (960 kg) e, o mais importante: leite obtido em gado adaptado às nossas condições climáticas e de manejo. A duração de lactação é de 307 dias (média diária = 12 kg de leite).
Como se não bastasse, a raça, hoje, possui mais de 500 vacas com lactações acima de
Salientamos que em 2003 foram feitos 6.276 Registros Genealógicos de Nascimento (RGN) de bezerros (as) Gir na ABCZ. Desse total de RGN, 2.526 são de criadores associados da ABCGIL, representando 40,2%. Nesse mesmo ano, houve, na ABCZ, 1.116 lactações inscritas no Controle Leiteiro, sendo que 899 lactações (80,6%) são de criadores filiados a ABCGIL.
Atualmente mais de 50 vacas Gir Leiteiro ultrapassaram
Outro aspecto interessante é a possibilidade da utilização de produtos machos para recria e engorda, possibilitando um ganho adicional para o produtor de leite. Na II Prova de Ganho de Peso realizada pela EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), parceria FINEP/EPAMIG/EMBRAPA/ABCGIL, oficializada pela ABCZ, machos Gir Leiteiro atingiram um ganho médio de 1,03 kg/dia, o que confirma a viabilidade econômica da recria.
Capacidade produtiva, associada à rusticidade, destacam o Gir Leiteiro como alternativa inteligente para o produtor de leite. O mercado exige qualidade a preços baixos. Por ser mais rústico, o Gir Leiteiro apresenta menores infestações de ecto e endoparasitas e menores incidências de doenças do que raças de clima temperado. Isto acaba determinando um menor uso de carrapaticidas, vermífugos e antibióticos, proporcionando um produto final (o leite), livre de resíduos; portanto mais saudável.
Animais resistentes e adaptados ao clima permitem sistemas de produção baseados na exploração de pastagens, possibilitando a redução dos custos de produção. Proporcionar viabilidade econômica para o produtor e oferecer ao consumidor um produto mais saudável é o papel do Gir Leiteiro na pecuária tropical.
Assim, a ABCGIL vem cumprindo seu papel de promover o constante melhoramento da raça, ampliando novas perspectivas no mercado internacional, inclusive estando presente em diversas Exposições Agropecuárias no país, participando de Torneios Leiteiros e de Julgamentos em pista.
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