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Teste progênie garante ao produtor identificação de touros de maior produção
08/04/2013

Uma parceria entre a Emater-MG, a Embrapa e a ABCGIL – Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro está sendo importante para fazer chegar às propriedades rurais de todo o Estado o Programa Nacional de Melhoramento de Gir Leiteiro-PNMGL, utilizando-se da inseminação artificial, na promoção do melhoramento genético dos animais.  Instituído no Brasil desde 1985, o programa visa disponibilizar para o produtor o material genético, com a identificação e seleção de touros provados.

Destaque na produção de leite no país, Minas Gerais produz cerca de oito bilhões e meio de litros por ano, segundo o último senso agropecuário. Praticada em 224 mil propriedades, muitas delas (75%) são classificadas como de base familiar. A inseminação artificial é um dos critérios que favorecem na busca do potencial genético dos touros de raça melhorada, como os Girolando e Gir Leiteiro. Para isso é importante dispor dos chamados “rebanhos colaboradores” que garantem matrizes selecionadas para a utilização do sêmen dos touros em teste. 

Este sistema envolve o chamado “teste progênie”, que é uma prova zootécnica voltada para identificar valores genéticos dos touros e avaliar a capacidade do animal reprodutor em repassar às suas filhas as suas qualidades. Para isso, o produtor de um “rebanho colaborador”, se compromete, junto ao PNMGL, em reter as matrizes nascidas no seu rebanho, até o encerramento de sua  primeira lactação, quando é feita uma avaliação. Isso acontece a partir de informações do desempenho e do controle leiteiro das crias fêmeas. 

Hoje, cresce a procura pelo sêmen de touros que tenham passado por este teste e assegurem a qualidade genética para a raça de touros melhorados, aumentando o número de rebanhos colaboradores, objetivo da parceria Emater-MG e ABCGIL, que é aumentar o número de rebanhos colaboradores para possibilitar o fortalecimento do “teste progênie”.

Segundo o coordenador estadual de Bovinocultura da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires, no caso do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro – PNMGL, é requerido um tempo entre seis e sete anos para a avaliação de um touro. O teste é uma garantia de maior produção e lucro, já que aos criadores participantes é fornecido o sêmen selecionado, sem custo. 

Benefício para os produtores

O produtor Daniel Tadeu de Lima, do município de Tapira, no Triângulo Mineiro, participa do programa há mais de um ano com a pretensão de mudar a genética do seu rebanho que atualmente está voltado para o gado holandês. Além de melhorar a produção de leite, Daniel quer acabar com os inimigos frequentes no rebanho: a mamite e os carrapatos. Para ele “a parceria Emater/Embrapa Gado de Leite e a Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro é um benefício que vai ajudar muito pois tudo que queremos mudar na nossa propriedade precisamos sempre de apoio. Daqui uns cinco anos pretendo estar com um rebanho bem produtivo”, diz ele.

Assim como Daniel, José Adriano de Carvalho também está apostando na inseminação para tornar o gado mais produtivo, faz dois anos. “O girolando consegue produzir bem com um custo de manutenção bem menor que o holandês pois é um gado mais resistente e ideal para a região tropical do Brasil”, diz ele.

Para o coordenador de bovinocultura na Regional de Uberaba, Wilson Marajó, “a inseminação é uma ferramenta muito importante para uma melhoria genética do rebanho. O sêmen tem de vir de animais testados e provados, o que dá uma garantia de maior produção para o produtor”, afirma.

Para o produtor que fornece o sêmen é muito importante que o teste progênie seja realizado nas fazendas colaboradoras, que contam com uma certificação de produção e produtividade. “Com esta procedência, se agrega um maior valor a este sêmen”, informa Wilson. “E se de um lado tem os produtores que recebem esse material genético, do outro tem os criadores de Gir Leiteiro, que disponibilizam os touros para avaliação, além de ganhar um controle leiteiro de todo o animal na propriedade, realizado por técnicos da Emater e da ABCGIL”, explica ele.  

“Uma das grandes vantagens para as fazendas colaboradoras é receber de graça sêmen de touro Gir, com procedência genética provada, além do acompanhamento por técnicos do programa e do controle zootécnico da fazenda. Cada fazenda colaboradora precisa ter, no mínimo, 25 vacas disponibilizadas para o programa”, conclui.

No Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro-PNMGL, os rebanhos de Daniel e Adriano são os chamados colaboradores. Isto porque as suas vacas recebem  sêmen de touros jovens com seu valor genético sendo avaliado por meio do teste de progênie, feito a partir da produção de leite das filhas desses touros. O pricnipal objetivo é identificar os reprodutores que realmente irão transmitir boas características aos seus descendentes, promovendo assim o melhoramento genético do rebanho. 

André Rabelo Fernandes é coordenador do PNMGL e confirma a importância do melhoramento genético na propriedade.  “É preciso verificar o potencial do touro para que se possa produzir boas crias”, diz ele.

O extensionista Márcio Rodrigues de Souza  diz que “identificando produtores que têm o hábito de fazer uso de inseminação artificial, com controle zootécnico e sanitário, já se consegue um “rebanho colaborador”. Este produtor deve cumprir também o requisito de segurar a cria/fêmea até o encerramento da primeira lactação. Segundo ele, a Emater é responsável por este levantamento de identificação de “rebanho colaborador”, e a ABCGIL vai acompanhar toda a lactação das fêmeas fornecendo ao produtor o certificado do controle leiteiro de cada animal acompanhado.

Carlos Mateus Arantes, técnico agrícola da ABCGIL, explica que para uma propriedade se tornar colaboradora do programa, o requisito é o interesse do proprietário em melhorar geneticamente o seu rebanho. Ele deve ter um mínimo de 25 matrizes e ter a prática de inseminação do rebanho, com todos os compromissos assumidos. Como a cada ano vem aumentando o uso de sêmen sexado, a previsão é que no futuro a grande maioria dos animais nascidos nos rebanhos   colaboradores sejam fêmeas”, afirma.

Para o produtor Avenor Teixeira de Carvalho, “o forte neste programa é o aspecto da tecnologia, é ter touros bons, aumentar a produtividade para enfrentar a competitividade,  Isso vai assegurar para nós, produtores, a agregação do valor e o controle da propriedade.  Hoje, temos que tratar a fazenda como uma empresa, um negócio, por isto é sempre bom recebermos a assistência técnica prestada pela Emater e ABCGIL.  A parceria em si e o apoio que vimos recebendo é fundamental, e nós somos os maiores beneficiados”, afirma. 

Fonte: Assessoria de Imprensa Emater






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